Ninguém
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É uma questão importante. E talvez defina um “estilo” de fazer as coisas, portanto, deve haver quem tenda para um extremo e quem tenda para o outro.
Pessoalmente, acho que “criança” não tem querer. Não é maldade minha nem egoismo - imagine-se “criança” como um espectro que pode ir do muito infantil até ao adulto e “ter querer” que pode ir do não ter sequer direito a opinião até impor-se a si próprio restrições.
“Criança”, nestes termos é aquele que como o chocolate enquanto houver chocolate. É responsabilidade dos pais não lhe darem todo o chocolate que a criança quer até que ela própria consiga controlar eficazmente o chocolate que consome. Esta “framework” permite considerar criança alguns “adultos” que não se conseguem coibir de consumir dopamina (muitos adultos) e “adulto” algumas crianças que são bastante razoáveis.
Mas o bom senso é variável, dinâmico e difícil de acordar.
Um argumento de vários pais é que não conseguem resistir à pressão social para satisfazer a “vontade de comer chocolate” da criança - dizer não pode custar muito e alguns pais não se conseguem impor limites a si próprios (impor-se a si próprio dizer não à criança). Então pretendem que lhes seja barrada a hipótese de dizer sim obrigando que sejam as empresas a controlar o acesso às redes (é como colocar um cadeado no frigorífico). O problema é que esse cadeado erode a privacidade de toda a gente. O que eu acho (!) é que tem de se impor às empresas que cumpram regras de saúde digital (impedir certos procedimentos como dark patterns e promoção de comportamentos aditivos) e educar os cidadãos para a necessidade de ter uma dieta digital saudável.
Um pouco como o que se faz com a alimentação e com o tabaco. O problema é que com a alimentação não temos tido assim muitos bons resultados, pois não?.. Tanto piores resultados quanto menos educação existir.
Gostava muito de discutir isto numa mesa de café!..
Ninguém@lemmy.ptto
Portugal - Geral@lemmy.pt•Reciclagem vai dar retorno de 10 cêntimos a partir de abril
0·1 month agoAinda bem. Mas…
Lembro-me de, quando fiz Erasmus, na Holanda, nos anos 90, haver esse sistema e o depósito para aquelas garrafas de 1,5 litros dar um retorno de 1 Florim (100$, na altura). Claro que os valores não são comparáveis assim…
Sim, estamos só 30 anos atrasados. Eu, pessimista como sou às vezes, diria que até mais, porque nessa altura já toda a gente lá tinha entendido o porquê do sistema e valorizava-o, além do valor material do depósito da embalagem. Aqui ainda falta essa parte toda - a da civilidade. Não me lembro de ver garrafas vazias largadas pelas ruas à volta de qualquer café como aqui. Mesmo em Amsterdão ou até Antuérpia.
Como diria o outro: “Ai Portugal, Portugal…”!
Não é bem “o” contraponto. É “um” contraponto.
Acho que os argumentos se vão multiplicar daqui para a frente e daqui a algum tempo tudo vai parecer óbvio em retrospetiva… Hehe, nada como aquela frase profética: “Prognósticos… só no fim do jogo.”. 😁
Obrigado.
Mais uma coisa a explorar mais tarde.
Eu sabia que havia outros repositórios, mas pensava que eram mirrors do principal, como os do debian, por exemplo. Mas faz sentido que existam uns especializados em alguns assuntos, claro - tal como no debian.
Só a que vem por defeito.
Que vantagens têm essas ai?
Olha! Então respostas dadas numa comunidade não são replicadas noutras? Nem na original da publicação?!
Refiro-me ao “crossposting” desta publicação da comunidade coimbra. Dentro da mesma instância… não devia “propagar”?
https://sigecandidaturas.ccdrc.pt/
Verifiquem primeiro se é legítimo. Vale para tudo.












Bom, deu para aparecer hoje chegando tarde e saindo mais cedo a correr… ainda me falta uma viagem grande até à cama.
Aproveitem, quem foi.